terça-feira, 23 de dezembro de 2008

É Natal!

Então, Natal, daqui a algumas horas, com todos seus clichês - "descobertas" sobre a vida de Jesus Cristo (ano passado descobriram que ele tinha rosto de árabe e era gordinho, no ano anterior, que ele tinha irmãos - qual vai ser a desse ano?), luzes em toda cidade, coral na praça, filmes natalinos em todos os horários da TV,e aquelas músicas que tocam todo ano, desde que Jesus nasceu (e eu só aprendi "pinheirinhos de alegria" esse ano!).

Então- ADORO! Nessas épocas do ano meu lado mais obscuro se revela - sou brega e sentimental. Adoro as luzinhas, os corais, as musiquinhas repetidas, e (que vergonha!) os filmes. No Natal, é permitido ser trash.

Falando nisso, acabei de pegar um filme natalino no Intercine. Apesar de já ter admitido que nessa época eu até curto esses filmes, dessa vez tenho uma desculpa. Eu cheguei na sala com a intenção de assistir Carmem, um filme que meu pai gravou faz tempo e que eu tenho enrolado pra assistir (sinto que é um dos que precisam de preparo psicológico, sei lá porque). Chegando lá, tirei o dvd que estava dentro - Cantando na Chuva - fechei o negocinho, e fui procurar onde é que eu tinha colocado Carmem. Esqueci o maldito em são Joaquim da Barra. Escolhi um outro qualquer, já revoltada, e percebi que o DVD player decidiu simplesmente não abrir mais. Quando eu desisti, o negocio abriu, e eu sai correndo com o dvd na mao antes que o negócio fechasse. Qual dvd estava na minha mão? Cantando na Chuva. Que eu já assisti. E o negocio fechou.

Foi um sinal. Era pra eu assistir O Natal de Allan Karol. E eu obedeci.

Sinopse:
Allan Karol trabalha escrevendo cartões. Tem uma namorada perfeita, mas desde que levou um fora em público, na véspera de natal, ele se tornou um cara ranzinza e mal humorado. E odeia vésperas de natal. Mas na véspera desse natal aparece um fantasma na casa dele, avisando que três fantasmas virão - aquela velha história, passado, presente e futuro (sempre quis saber quem começou com isso). Só que esses três fantasmas acham que ele é o vizinho dele, Bob, um cara ainda mais ranzinza que ele. Sem conseguir desfazer o mal entendido, Allan viaja pela vida de Bob. Enfim, ele se apieda do velho sozinho e decide ajuda-lo a refazer sua vida, e no final, o velho faz as pazes com a filha, conhece a neta, perdoa algumas pessoas, e Allan pede a namorada em casamento.

(Parece ridículo, mas é legal, sério!)

ps: alguém poderia até ficar bravo por eu ter contado o final, mas ah - qual é a grande surpresa em um filme natalino terminar com todo mundo feliz?

AHHH E FELIZ NATAL!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

La Blogotheque


Uma das coisas mais legais de viver no século XXI é a tal da popularização da tecnologia. Em que outra epóca do mundo uma banda ficaria mundialmente famosa ANTES de lançar um cd? Você pode ser um total quebrado - quanto vai te custar juntar uns amigos, fazer um som e colocar na internet? Tem quem diga que exatamente por isso a qualidade das coisas cai, qualquer moleque que acha que pode ser um rockstar lança porcaria, que "banalização" isso, "massificação" aquilo - Blergh.

As coisas que eu vejo demonstram exatamente o contrário. Os "moleques" que alcançaram fama desse jeito foram bandas como Arctic Monkeys, Clap Your Hands Say Yeah!, Beirut (não resisti!), etc.... A coisa foi banalizada mesmo e ótimo!, pra mim arte tem que ser assim mesmo. Sou totalmente contra elitismos, coisa boa tem que ser acessível pra todo mundo. Uma coisa meio assim, você andando de boa na rua e sua banda preferida tocando numa esquina.

Eu sei que o exemplo foi meio nada a ver, mas foi o único jeito que eu consegui de ligar uma idéia a outra e falar do que eu realmente quero: La Blogotheque. Pelo que parece, são uns franceses meio influentes que chamam umas bandas undergrounds famosas (não sei se é uma contradição, se for também, paciência) pra tocar em lugares comuns. Então só imagina você tomando seu cafézinho em Paris e o Zach Condon aparece com o resto do Beirut tocando Nantes (tá certo, chega de Beirut). Então só imagina você pegando seu busão pra facul chega o Cali com o violão e começa a tocar qualquer coisa. Só podia ser em Paris. Foda. Além disso, os filmes são muito bem dirigidos. E tipo, não tem cortes, é seguido, então o diretor tem que ser bom mesmo pra conseguir fazer uma coisa bem feita. E fica MUITO bem feito. E praticamente sem custo nenhum (prova maior que não precisa ter grana pra fazer um negócio de qualidade)

Enfim, La Blogotheque filmando Arcade Fire em um elevador.


ps1: Parece que tem um projeto brasileiro parecido, chama Música de Bolso. Quando souber mais posto aqui.
ps2: Eu: imagina que massa morar em Paris, ir ali comprar pão e ver uma banda tocando na rua? Ainda moro lá!
Pai: imagina que massa, você ver todo mundo ajeitando os instrumentos e não pode ver porque tem que ir trabalhar?
(nada como um pai de capricórnio)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Post Número Três

Caramba, eu sabia que eu ia abandonar isso, mas não achei que fosse tão rápido. Normalmente acontece que eu tenho uma explosão de entusiasmo, e depois uma de desanimo do mesmo tamanho, mas esse blog não teve nem a parte do entusiasmo....
Primeira resolução de ano-novo: dar continuidade às coisas que faço. Ou pelo menos começo.
Porque eu já virei piada por isso.
Enfim, o blog continua.

Outras resoluções de ano novo, comento mais pra frente. Mas já adianto que se eu realmente cumpri-las (rá!), vai ser um ano bem diferentão.







Música


Eu achei que ia demorar muito pra começar a curtir tanto alguma coisa que nem eu curti Mika. Sério, eu estava irritante. Além de toque do meu celular, estava virando trilha da minha vida. Só tinha isso no Winamp, e era só o que eu via no youtube. Até tentava me segurar, pra não enjoar, mas quando gosto de alguma coisa fico chata mesmo.


Pois bem, nem deu tempo de enjoar. O semi libanes foi totalmente substituido por uma banda chamada Beirut, e a única semelhança que eu achei foi essa. Eu acho muito engraçado ser capaz de adorar coisas TÃO diferentes - ainda dizem que eu não sou eclética.




Essa é a capa do CD do Mika:



Essa, do Beirut:




Enfim, Beirut tomou todo o espaço musical na minha vida. Ando sem paciência nem vontade pra ouvir outra coisa, revi os clipes centenas de vezes, e chorei quando tocou Elephant Gun no último capitulo de Capitu - eu já comentei que fico muito chata quando gosto de alguma coisa?


Definições: eu tentei explicar pro meu pai a banda dizendo que era um arcade fire menos rock e mais folk. Minha amiga disse que as vezes parece Bob Dylan, mas ao mesmo tempo não parece.
Tirem suas conclusões:


http://www.youtube.com/watch?v=jc3ZAs17uAg


ps: Eu gosto mais do clipe de Elephant Gun, mas todo mundo já conhece.
ps2: Lembrar de falar de Capitu (lindissimo!)
ps3: Ouçam Mika também!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Café da Manhã em Plutão


Pra mim, um dos melhores filmes do ano. Isso significaria dizer que ele é melhor que Ligações Perigosas, Desejo e Reparação, Juno, e todos os outros filmes perfeitos que eu assisti esse ano. Pois é, é isso mesmo que significa.

Café da manhã em Plutão é a história de Patrick Braden, um moleque que vive em uma cidade pequena irlandesa, e que desde pequeno gosta de se vestir como uma mulher. Mais tarde, Patrick se cansa de viver na cidade onde não é aceito, e decide procurar a mãe biológica, que sumiu em Londres. Muda seu nome para Patricia Kitten Braden e começa a viver seu conto de fadas.

Eu perdi esse filme no cinema porque quando li a sinopse de um travesti em busca de sua mãe, achei que seria um puta drama. Eu adoro dramas, mas para alguns eu preciso de preparo psicológico, e eu achei que esse seria um desses. Mas o filme é uma comédia. E o mais legal é que em nenhum momento o filme descamba pro lado daquelas piadas fáceis e preconceituosas sobre travestis caricaturados, que todo mundo já encheu o saco de ver. O humor é finissimo, meio a la Pequena Miss Sunshine.

E agora eu vou me contradizer ( nada anormal, eu faço isso com muita frequencia, alias). O filme é muito pesado. Mas acho que só pra quem tem um feeling de perceber que por trás de algumas piadas tem sentimentos dolorosos (o que não impede a graça delas). Na verdade, o personagem faz muito uso disso, do deboche, do humor, pra encarar bem alguns momentos dificeis de encarar.

Se for parar pra pensar, isso tem sido muito comum nos filmes de comédia ultimamente. Juno e Pequena Miss Sunshine, por exemplo. São histórias que deveriam ser tristes. Depende do modo como os personagens e os diretores encaram. Humor e melancolia podem ser bem relativos.
Mas chega de divagar!

O que eu quero dizer é: assistam o filme!

ps1: Cillian Murphy está pra se tornar um dos meus atores prefeirdos
ps2:Prestem atenção na trilha sonora. Um luxo!

domingo, 30 de novembro de 2008

Canário do Reino

Não precisa de dinheiro pra se ouvir meu canto
Eu sou canário do reino, e canto em qualquer lugar
Não precisa de dinheiro pra se ouvir meu canto
Eu sou canário do reino, e canto em qualquer lugar
Em qualquer rua de qualquer cidade
Em qualquer praça de qualquer país
Levo o meu canto puro e verdadeiro
Eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz!

http://www.youtube.com/watch?v=qWcSQkCKlRM

Tinha que ser Tim Maia.
De todos os passarinhos de todas as músicas, esse é o meu preferido.
E Blackbird, a assinatura, é meu terceiro preferido.

Tudo explicado, agora já posso começar a brincar com isso aqui.