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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

3 filmes da semana

Uma Rua Chamada Pecado



O filme é animal, os atores são todos absurdos de bom, mas só consigo falar uma coisa: Marlon Brando. É uma divindade, só pode.



Flashdance



Ás vezes faz você ter vergonha de imaginar que seus pais usaram algumas daquelas roupas, ou acharam algumas daquelas coisas bonitas. Os anos 80 foram anos estranhos.
Mas o filme é bem legal principalmente pra quem gosta de filmes de dança (eu!). E a cena do teste no final é clássica!



Canções de amor




Pra quem não se incomoda com a mania de musicais de falar tudo cantando, é um filmaço. Começa como a história de um amor a três, que vai reagindo a surpresas más, encontrando surpresas boas e tentando se adaptar a ambas. Sobre como as coisas tomam rumos imprevisiveis e sobre como é mesmo válida toda forma de amor.
Como se não bastasse, ainda tem o Garrel.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Começando o Ano

2010 começando agora pra mim. O primeiro dia que eu tive tempo e espaço na cabeça pra começar a organizar as coisas, tudo graças a formatura do meu irmão, que, álias, foi maravilhosa, mas pra qual eu comecei a me preparar desde outubro e só terminei anteontem. Quem diria que eu sou perfeccionista, foi uma surpresa até pra mim. Enquanto isso, meu irmão deixou tudo para as duas semanas anteriores a festa e não só deu tempo pra tudo, como sobrou. Inveja de homens nessa hora.

Enquanto meu 2009 se estendia, assisti Avatar, 500 Dias com Ela, Gran Torino e Apaloosa. Fui obrigada a ouvir por tabela toda a discografia do Angra que (outra surpresa pra mim) gostei bastante, mesmo não sendo muito acostumada com o gênero. Ensaiei escrever aqui três vezes, sempre sobre o mesmo filme "Paris, Texas" e não consegui. O filme mexeu comigo com força, e acho que ainda não sei. Ensaiei também algumas listinhas de melhores do ano, mas para minha decepção, ficaram fracas. Foi o ano ou é a minha memória mesmo que não anda muito bem? Ainda assim, pra não perder a tradição:

Música

Pra melhor, fico com "Atlântico Negro" do meu novo xodó musical, Wado, e com "Day and Age" dos Killers. Outra surpresa pra mim foi o último CD do Black Eyed Peas, que achei muito bom. Também fui apresentada esse ano ao primerio CD dos Secos e Molhados, uma das melhores bandas do mundo de todos os tempos, mas achei que contar ele em uma lista de melhores do ano seria meio apelação.




Livros
Pra compensar o ano passado, li pra caramba nesse. Quase nada que preste. Exemplos? Li toda a saga Crepusculo (mas sem preconceitos, até são livros legais). Mas uma boa alma resolveu salvar meu ano literário me emprestando "Entre Quatro Paredes" do Sartre, que, lógico, fica como meu preferido do ano.





Filmes
Já disse "Paris, Texas" mexeu comigo? Pois é, mexeu MUITO. O melhor do ano e um dos mais importantes pra mim de muito tempo. "Se Beber, Não Case" também me lembrou como é bom gargalhar alto no cinema, e como deve ser feita uma comédia de verdade. "Avatar" também achei legal e "Benjamin Button" e "O Leitor" mereciam mais o Oscar que "Quem quer ser um milionário". Ainda não assiti nem "O Anticristo" nem "Bastardos Inglórios". Mas dos que eu assisti, achei só os dois primeiros que eu falei realmente extraordinários





Só pra finalizar o esquema listinha, decidi fazer uma de resoluções um pouco diferente esse ano:
1. Tratar cada capricho fútil como um inadiável caso de vida ou morte.
2. Desenvolver mais meu recém-adquirido gosto por polemizar assuntos banais.
3. E, por fim, ser bem mais egoísta e um tantin mais chiliquenta.


2010 promete.
Ótimo ano pra todo mundo!

Obs.:manter as pessoas que eu amo por perto e perder dois quilos são resoluções pra todos anos da minha vida.

sábado, 14 de novembro de 2009

Nick and Norah - Uma Noite de Amor e Música


Thom: Olha, as outras bandas, eles querem fazer isso sobre sexo e dor, mas, os Beatles... eles sacaram tudo isso, sabe? "I Want To Hold Your Hand". O primeiro single deles. É brilhante, não é?... É o que todo mundo quer, Nicky. Não querem sexo vinte-e-quatro-horas, não querem ficar casados com você por 100 anos. Só querem segurar sua mão.

Comédia Romântica bobinha e gostosa.
Pra quem ainda acha que fazer-sentir-bem também é um bom motivo pra rodar - e assistir - um filme.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Próximo Post

Como prometido, com algumas cenas que eu citei:

Simone Spoladore dançando, em Lavoura Arcaica
(pra quem não assistiu o filme e tem interesse, é melhor ver só até os 2:00)



Maria (Letícia Sabatela) cantando com o Amado (Rodrigo Santoro)
(e paciência que o o dueto só começa 3:44)


Capitu (Letícia Persiles) traçando o caminho de Bentinho (Michel Melamed)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Lavoura Arcaica


Acabei de ler "Lavoura Arcaica" do Raduan Nassar. E sinto que esse post vai ser longo, muito longo. Como ninguém lê posts longos, acho que vou acabar dividindo ele em dois ou três. É muita coisa pra falar.

Todo mundo acha óbvio dizer "começar pelo começo", mas eu vejo tantos começos nas coisas, que começar pelo começo acaba se tornando muito confuso pra mim. Se fosse pra eu começar pelo começo mesmo, eu iria falar do livro, depois do autor, depois do filme e do diretor, e já que eu sou apaixonada por ele, provavelmente eu ia começar a falar de todos os outros trabalhos dele.

Mas vou começar pelo MEU começo. E meu começo foi o filme, e eu não conhecia diretor, livro, ou autor. Lavoura Arcaica. Não conhecia nem criticas, só os atores mesmo. E sempre gostei do titulo. Da sonoridade, Lavoura ARcaica. Tinha vontade de assistir só por causa disso, do mesmo jeito que sempre quis ler " a insustentavel leveza do ser" pelo mesmo motivo. Quem consegue colocar titulos assim, no minimo bom gosto tem que ter. E noção de som.

Enfim, peguei o filme por causa do titulo mesmo. Na época, lembro de ter gostado, mas nada mais que isso. O que ficou mesmo foi uma sensação de estranhamento, que eu nem dei bola. Eu me lembro de ter pensado comigo, quando eu descobri que era uma adaptação, que deveria funcionar bem mais em livro do que em filme (foi daí que me veio a vontade de ler o livro). Hoje eu vejo que provavelmente foi o melhor da época.
Antes da sinopse, os atores: Selton Melo (que pelo que eu me lembre nunca errou feio), Raul Cortez (assistam, o cara é foda), Caio Blat (que é metido a intelectual, mas também não é de errar muito), Simone Spoladore (ela não fala UMA palavra o filme inteiro, e arrasa! Isso que é ter presença), e outros desconhecidos, tão bons quanto esses.

O Selton Melo é o dono do filme. Bem mais da metade desse filme é feito só dos seus monologos pertubados. O cara destrói. Depois desse filme, eu passei a respeitar ele pra caramba. Uma das melhores cenas do filme - que, sem exagero, acho uma das melhores cenas do cinema nacional - é um dialogo entre ele e o pai, Raul Cortez. Raul Cortez é o pai, simbolo de sabedoria e paciência da familia, o tronco que segura tudo. Selton Melo é André, o filho desragado, segundo ele mesmo, epilético e possuído. Só imaginem como é esse dialogo.

Daqui, eu descobri o livro, o autor... mas eu vou deixar esse meu meio pro final, e continuar falando do filme, especificamente do diretor, que eu só descobri agora - Luis Fernando Carvalho. E aqui termina o post sobre o filme, porque esse cara merece um só pra ele - só que depois.