sexta-feira, 21 de agosto de 2009

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Mudanças no blog! Espero que tenham gostado! Eu não sei ainda, sou tão adepta do branco e preto que esse colorido todo tá me provocando. Mas acho que tá jóinha. Falando em cores, também deixei de ser Blackbird. Eu tenho tantos apelidos que foi até estranho colocar só "Laís".
O blog tá meio jogado as moscas, eu sei. Depois de 47 dias de férias fiquei bem preguiçosa. Mas logo eu faço um post mais decente, eu gosto desse negocinho. De todas as trocentas inutilidades que eu participo na internet, essa é a minha preferida.

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E ainda estou na minha busca por novos vícios musicais. Já escutei Basia Bulat (folk gostoso), Klaxons (eletrônica meio diferentona, gostei bastante de duas músicas) e Aida Maria (rockeira norueguesa que gravou com Iggy Pop). Essa última é a que eu mais recomendo, principalmente "Oh, My God" e "Queen of the World".

Tudo muito bom, mas ainda não é o que eu quero.
Sugestões?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Laranja

Porque eu vou fazer vinte anos e me bateu uma crise de meia idade com uns trinta anos de antecedencia. E eu já tô sentindo coisas que antes eu só sentia no dia 22 de setembro - principalmente uma sensação de incompletude e outra, um pouco menos preocupante, de incompetência. Eu tenho vinte anos e nunca andei a cavalo ou pulei de pára-quedas. Engraçado, apesar de ainda faltarem quase dois meses pro meu aniversário, eu peguei essa mania de falar como se já fosse "eu-tenho-vinte-anos".
-Você vai dirigindo sozinha? "Eu-tenho-vinte-anos-bla-bla-bla". -Vai mesmo tingir o cabelo? "Eu-tenho-vinte-anos-bla-bla-bla", assim por adiante. Será que assim vai ser menos chocante quando eu já tiver de verdade?

A única coisa que aplaca aquelas sensações é um orgulho imenso das pessoas que estão do meu lado. Como se fossem uma invenção minha. Uma obra, sabe. Que eu construi. É bonito ficar olhando. E quando eu fico, eu me sinto bem menos incompetente.




Na verdade, até que me sinto bem talentosa.


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

FÉRIAS!

É fériaaas, merecidas e demoradas! Acho que nunca estudei tanto na minha vida, nem no cursinho. Bati meu próprio recorde: passei cinco horas e meia estudando (com intervalos, lógico). Mas agora chega! Férias!

E pra essas férias fiz uma listinha de resoluções, qeu eu sei que não vou ter tempo de cumprir, mas não interessa. São elas:
1- Perder dois quilos
2- Tomar sol
3- adestrar minha cachorra sem-noção
4- Escrever mais, tanto aqui, como em folhinhas avulsas que eu vou perder na gaveta.
5- Assistir todos os episódios da melhor série de todos os tempos: Anos Incriveis (e fazer todos meus amigos assistirem também)

Já que eu estava no pique de fazer listinhas, também fiz uma listinha das coisas que ainda tenho que escrever aqui:
1- São Paulo
2- Nelson Rodrigues (sim, eu assisti uma peça dele. Menos uma coisa na lista das coisas que tenho que fazer antes de morrer)
3- minha teoria sobre um filme legalzinho (Banquete do Amor)
4- Michael Jackson e Twitter
5- Anos Incriveis

Reparem que as duas listas tem 5 itens.
E as duas acabam com os anos incriveis.




(não, eu não tenho TOC)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Intervalo para música





An Ocean Apart
Julie Delpy


Now we are together sitting outside in the sunshine
But soon we'll be apart and soon it'll be night at noon
Now things are fine the clouds are far away up in the sky
But soon I'll be on a plane and soon you'll feel the cold rain

You promised to stay in touch when we're apart
You promised before i left that you'll always love me.
Time goes by, and people cry and everything goes too fast.

Now we are each other enjoying each moment with one another
But soon I'll be miles away and soon the phone will be our only way
Now i'm in your arms feeling pearl love and warm
but soon, i'll be alone and soon your voice'll changes town

You promised we'll never break up over the telephone
You said our love was stronger than an ocean apart
Time goes by and people lie and everything goes too fast.

Let's not fool ourselves in vain this far away trip will give us pain
We'll have to be so strong to keep our love from going wrong
Distance will make us cold even put our love on hold
But soon we'll meet again and soon it'll be bright at noon again

You promised not to loose faith in our love when i'm away
You promised so much to me but now you've left me
We go by and then we lie and all these time we wasted
Time goes by, and people lie and everything goes too fast.

Time went by, and then we died, and everything went too fast.
everything went too fast
everything went too fast
everything went too fast


Fim do intervalo, de volta a "extinção das obrigações" e Direito Financeiro.
Fim de semana estudando é TUDO.

Créditos ao ALfredo( nos seguidores, aqui do lado) pela descoberta da música

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Leila Diniz



"Leila inmortalizou-se como a transgressora, representando no inconsciente nacional a alegria de viver pura e simplesmente".
Joaquim Ferreira dos Santos


Pois que todo mundo me pergunta quem é, ou porque eu gosto tanto dela tanto assim, e eu nunca acho que expliquei bem. Coitada, era brasileira. Porque se fosse americana, até européia, ninguém teria que me perguntar quem é. Vide Marlyn Monroe. Sabe, não é que eu não goste da Marlyn, o problema é que ninguém consegue enxergar a grande fraude em que transformaram ela. Bonita ela era. Mas Sophia Loren e Brigite Bardot também eram. E nenhuma dessas, na minha humilde opinião, chega nem perto da Leila.

Primeiro por causa da beleza. Acredito que nesse quesito, todas empatam, cada uma linda a sua maneira. A diferença da Leila é que ela não precisava provar que era bonita. Na verdade, as vezes parece que ela ou não fazia idéia de quão bonita era, ou isso simplesmente não fazia diferença. Olha, Monroe tirava fotos só de toalha, a Bardot levantava a saia, Sophia Loren fazia biquinho. Deem uma pesquisada nas imagens da Diniz. Tem foto com toalha no cabelo, tem foto bocejando, grávida, e na grande maioria, só um sorriso gigante já basta. A beleza da Leila não tinha efeitos nem afetações, era tão simples que chega a ser inacreditável. Pra quem leu Cem Anos de Solidão, é quase uma Remedios. Ponto pra ela.


"Meio inconsciente, me tornei mito e ídolo, ou mulher símbolo da liberdade, pregadora-mor do amor livre. Muita gente não entende o que é isso. Só quero que o amor seja simples, honesto, sem os tabus e fantasias que as pessoas lhe dão"

A moça viveu nos tranquilos anos da ditadura. Muito mais que uma ditadura na politica, existia ainda outras ditaduras. Leila desafiou todas, de um jeito único. Ao invés de ser uma esquerdista mala, ou uma feminista macho, ou qualquer ista que odeie o "sistema" e fique maquinando planos malignos para derrubar qualquer coisa, ela desafia tudo simplesmente por ser. Explico. Ela não atacava nada. Era simplesmente indiferente, alegre. A simples existência dela desafiava qualquer imnposição. Creio que nada é mais revolucionário que ser alegre e livre. Assim, divertida, moleca, festeira, ela seguia irritando toda espécie de poder, quebrando toda imposição, praticamente sem querer.

"Viver intensamente é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, amar, achar a verdade nas coisas que faz."


Os militares se arrepiaram quando ela deu uma entrevista no Pasquim, onde ela falava sobre amor livre, traição, separação, sexo, entre outras polêmicas com uma dose nem um pouco modesta de palavrões. Foi um escândalo. Algum tempo depois, por causa disso, a ditadura institui a censura prévia, que ficou conhecida como "decreto Leila Diniz". E pra ela, simplesmente não fez diferença. Ela continuaria falando tudo que lhe viesse a cabeça.


"Já amei gente, já corneei gente e eles
entenderam e não teve problema nenhum. Somos todos uma grande família."


Quanto a parte cultural, a Globo tinha praticamente um monopólio sobre as melhores produções. Como todo mundo sabe, a Globo tinha o rabo preso com a ditadura, que odiava Leila. Por isso, fez poucos papéis na TV, e também por causa dessa merda de monopólio, anda quase esquecida hoje.


" Para mim, tanto faz representar
Shakespeare ou Gloria Magadan, desde que eu me divirta e ganhe dinheiro"


E agora vem a melhor parte: a "moral da sociedade". Nunca houve mulher mais polêmica no Brasil (e se alguém pensar "Luana Piovani" eu nem sei o que eu faço). Pra começar pela entrevista citada. Desistam, é praticamente impossivel encontrar isso na íntegra na net. Não me lembro como achei alguns pedaços, se encontrar algum de novo coloco aqui. Me lembro dela falando entre vários ***, que transava de manhã, de tarde e de noite. Que já havia sido corneada, já tinha corneado, e que depois de conversar com os caras tinha ficado tudo bem. Que é possivel amar uma pessoa e ir pra cama com outra e que, inclusive, já tinha acontecido várias vezes com ela. Talvez nada disso seja chocante hoje, mas transportem-se aos anos 60. Outra coisa que hoje é absolutamente normal graças a ela é a gravidez. Mulher gravida tinha que ficar em casa, batinha, respeitável, mãe. Tinha que ter uma aura de seriedade, de divino. Leila colocou seu biquininho nada respeitável pra época e foi pra praia. E daí? Daí que foi capa de revistas, gerou polêmica, espanto, admiração, e sua foto mais famosa:




(peço de novo que se lembrem que não estamos no ano 2009. Era 1960 e tantos.)
Com tudo isso, é de se imaginar que ela tenha arranjado vários inimigos, e principalmente a aversão de várias mulheres. Pelo contrário. Era cobiçada por homens e admirada por mulheres. Com um comportamento que deveria desagradar a todo mundo, Leila foi uma das atrizes mais queridas do Brasil, sem ajuda de Globo, de governo, de qualquer coisa.



"Não morreria por nada deste mundo, porque eu gosto realmente é de viver. Nem de amores eu morreria, porque eu gosto mesmo é de viver de amores".

E só pra completar a polêmica, se casou aos desezete, separou-se, casou-se de novo, separou-se de novo. Diferente da maioria das moças da época, casar não era seu objetivo de vida. Diferente das moças até hoje, ter uma super carreira também não era. Eu tenho a impressão que a única coisa que ela queria era ser feliz. Amar de verdade, não de fachada, se divertir na profissão, e não morrer por ela. Olhando as fotos, lendo as enrevistas, dá pra apostar que ali estava alguém que sabia ser alegre, de verdade. Que deve ser uma das coisas mais importantes pra aprender na vida.


"...sei que me arrisco a solidão, se é isso que me perguntam.Mas, eu só sei viver assim!"

sábado, 28 de março de 2009

A 12ª mudança



Vida nova em Franca do Imperador. Segundo minhas contas, essa é a minha 12ª mudança em 19 anos de vida, e isso me deixa muito orgulhosa, porque nunca encontrei alguém que tivesse ganhado de mim nesse quesito. Deve ser uma espécie de recorde, sei lá. O fato é que eu estou acostumada a todos os problemas de uma mudança, e nessa 12ª eu descobri que isso não faz diferença nenhuma, já que eles continuam acontecendo. Outra coisa que sempre me surpreende é o surgimento constante de problemas novos, o que me faz pensar que quem quer que seja o encarregado de inventar problemas deve ser muito criativo.

Pra começar, estou o mais distante que já estive da civilização normal. E sem carro. Só pra ilustrar, a coisa mais perto de um mercado que eu encontrei nos arredores é o "Varejão Berdu", a dez quadras da minha casa. Lá eu não encontrei nem nuggets, nem hot pocket, as coisas que eu melhor aprendi a fazer nos meus anos longe dos pais (pelo menos tinha miojo). Outra coisa qeu eu achei esquisita: o apartamento cortou uma tradição que me acompanhou nas minhas últimas 5 mudanças - ele não está perto de igreja nenhuma. Deve ser um sinal - sou uma pessoa tão boa que não preciso mais de igrejas por perto.

Além disso, descobri um lado no meu companheiro de ape - no caso, meu irmão - que anda me assustando. O Victor se tornou um ditador sádico com TOC. A última regra que ele inventou é que se deve lavar a louça no exato momento que se acaba de comer. Sujou um copo pra beber suco já tem que lavar o copo. Considerando que eu como o tempo todo, eu devo estar passando metade do meu dia lavando louça. E esse sábado ele disse que essa semana vai me acordar todo dia as 6 da manhã pra caminhar. Medo.


Outra coisa assustadora nessa mudança é que eu não simpatizei com nenhum restaurante perto de casa. O que significa que eu estou cozinhando. Até me diverte bastante, mas algumas coisas não ficam exatamente gostosas (fora meu macarrão com salsicha, qeu deu certo de primeira!).

Finalizando, o prédio. Eu moro no terceiro andar de um prédio sem elevador. Já era bastante legal chegar no terreo, perceber que estava chovendo e ter que subir tudo de novo pra pegar um gurda-chuva. Ficou ainda melhor agora que o interfone não funciona. Se alguém chega pra me ver, eu tenho que descer, abrir o portão e subir de novo. Quando a pessoa vai embora, lá vai eu descer e subir mais uma vez. Três andares. Super.

O pior, o mais estranho de tudo, é que depois de três semanas e todas as alterações possíveis de humor que uma mulher é capaz de ter (não são poucas), eu percebi que tudo isso me diverte muito. Desde o meu surto de choro até o arroz que virou uma papa, essa têm sido a mudança mais agitada da minha vida. E simplesmente não reclamo mais disso. Não tenho motivo (sem ironia, é sério).

sábado, 21 de março de 2009

Número 5

Nascer com o destino 5 significa que terá muito o que aprender por tentativas e erros. Seu corpo, sua mente e suas emoções são capazes de se adaptar aos mais diferentes ambientes. O caminho do 5 é imprevisível, cheio de acontecimentos inesperados. Com medo dessa montanha russa, talvez se apegue ao que é seguro (se casando e tendo filhos muito cedo). Moral da história: acaba perdendo boas oportunidades por achar que está se descontrolando. Ao longo da vida, vai perceber que repete sempre os mesmos erros. Você precisa sair da zona de conforto e testar outras alternativas! Só então a falha se transformará em experiência. Gosta de viajar e procura o que diferente, exótico. Mas precisa abrir mão de preconceitos e julgamentos. Tem tendência abusar da liberdade física e material, inclusive em relação a comida, bebida, sexo, drogas, jogo. Você é criativa, curiosa, inquieta e impaciente, com talento para analisar e pesquisar, necessitando apenas aprender a se concentrar para não desistir das coisas cedo demais. Sempre encontrará pessoas que a amem pelo que é bastando admitir que a liberdade é essencial para você.


Numerologia, porque astrologia já está fora do hype


ps. De volta a isso aqui. De novo.