sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!!

Por Belchior, cara que sabe das coisas:




"Quero desejar, antes do fim
a mim e aos meus amigos
muito amor e muito mais
Que fiquem sempre jovens
Que tenham as mãos limpas
E aprendam o delírio com coisas reais"

sábado, 14 de novembro de 2009

Nick and Norah - Uma Noite de Amor e Música


Thom: Olha, as outras bandas, eles querem fazer isso sobre sexo e dor, mas, os Beatles... eles sacaram tudo isso, sabe? "I Want To Hold Your Hand". O primeiro single deles. É brilhante, não é?... É o que todo mundo quer, Nicky. Não querem sexo vinte-e-quatro-horas, não querem ficar casados com você por 100 anos. Só querem segurar sua mão.

Comédia Romântica bobinha e gostosa.
Pra quem ainda acha que fazer-sentir-bem também é um bom motivo pra rodar - e assistir - um filme.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Música Brasileira!

Vários bons motivos pra voltar pra cá e continuar minha tagarelice digital.
E o melhor de todos eles, o top, é o fato de que eu tenho uma prova na quarta e simplesmente não quero estudar - e nada melhor pra fugir do caderno e da culpa do que fazer aquelas coisas que eu fico adiando, tipo escrever no blog, arrumar a casa, consertar meu rádio, limpar o computador, etc....

E outro bom motivo, ótimo mesmo, é que ando fazendo as pazes com música brasileira, e queria dividir isso. Resolvi até meu problema de vício musical aqui mesmo, em português. Não adiantou álbum novo do Mika (morno), do Arctic Monkeys (bom, mas falta), fuçar em podcasts malucos, nada..... E não sei se mas alguém reparou isso, mas até a tal da música indie virou uma fórmula. Tem uma fórmula pra clipes, pra músicas, pra imagem da banda. Mas isso é assunto pra outro post.

Só pra dividir outra birra que eu tô pegando: poxa, por que é TÃO dificil conhecer bandas brasileiras atuais?! É uma luta! Mexendo na internet, descobri mole uma banda londrina super legal, que tem uma comunidade com umas 100 pessoas no máximo (pete and the Pirates, se alguém tiver curiosidade). Mas Vanguart, aqui do ladinho, centro-oeste, com uma comunidade de 11.042 pessoas, não vi nada em nenhum bloguezinho-antenado. Isso é tão tenso que acaba acontecendo de muita gente acreditar que não dá pra cantar rock ou folk ou outras coisas em português. Que horror. Tá bom, eu posso estar soando muito nacionalista, mas chega a dar raiva ouvir isso. E chega a dar vergonha morar com pessoas que são indiferentes a nossa própria música em um país SUPER respeitado lá fora exatamente por isso.

Pronto, passou.

E falando em Vanguart.




Só um adendo legal: minha amiga de Cuiabá estudou na mesma escola que eles.
Um adendo chato: o wikipédia diz pra "ver também" Mallu Magalhaes. ARGH.


O carinha do Vanguart, Hélio Flanders, se encaixa no tipo de ídolo que eu odeio ter: aqueles que tem mais ou menos minha idade. Você olha e fala: compoe bem pra caramba, roda o Brasil fazendo show, vive de arte, tem um cd gravado e eu tô fazendo o que. Mas tenho que dar o braço a torcer: puro mérito. Ouvi por acaso, faz tempo, "semaforo", que tava fazendo sucessinho uma época, gostei, mas sabe-se-lá-porque não fui mais atras. Era legal as vezes pegar ela no rádio, mas só. Daí ouvi eles no Som Brasil, uma homenagem ao Raul Seixas. E depois, quando me ganharam de vez, em um programa que não lembro, que deu pra eles tocarem uns três trechinhos de músicas deles.


Folk-rock perfeito. Impecável. Tudo dá certo: as músicas, a voz arrastada do cara, as letras... Tá, eles cantam várias músicas em inglês, mas já disseram algumas vezes que queriam que o cd fosse todo em português. Redimiram. Já é de lei pra mim olhar com mais interesse pra qualquer banda que declare abertamente influência forte do Bob Dylan. E dá pra notar fácil. Mas tem alguma coisa de country e de blues, também. Nada de experimentalismos, coisa bem pura mesmo. Bem clássico. Eu imaginei que como "semáforo" foi a mais conhecida deles, seria legal colocar outra aqui, e daí eu achei uma versão que eles fizeram pra "o Mar" do Dorival Caymmi, segundo eles, o Bob Dylan brasileiro (eu discordo, acho que foi o Belchior, mas não tem importância)

Então, Vanguart:




E pra quem sentiu que vai gostar, achei um link pro cd deles:
http://rapidshare.com/files/92485200/Vanguart_-_Vanguart_-_By_Necromance_-_GringoBandito.blogspot.com.rar

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

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Mudanças no blog! Espero que tenham gostado! Eu não sei ainda, sou tão adepta do branco e preto que esse colorido todo tá me provocando. Mas acho que tá jóinha. Falando em cores, também deixei de ser Blackbird. Eu tenho tantos apelidos que foi até estranho colocar só "Laís".
O blog tá meio jogado as moscas, eu sei. Depois de 47 dias de férias fiquei bem preguiçosa. Mas logo eu faço um post mais decente, eu gosto desse negocinho. De todas as trocentas inutilidades que eu participo na internet, essa é a minha preferida.

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E ainda estou na minha busca por novos vícios musicais. Já escutei Basia Bulat (folk gostoso), Klaxons (eletrônica meio diferentona, gostei bastante de duas músicas) e Aida Maria (rockeira norueguesa que gravou com Iggy Pop). Essa última é a que eu mais recomendo, principalmente "Oh, My God" e "Queen of the World".

Tudo muito bom, mas ainda não é o que eu quero.
Sugestões?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Laranja

Porque eu vou fazer vinte anos e me bateu uma crise de meia idade com uns trinta anos de antecedencia. E eu já tô sentindo coisas que antes eu só sentia no dia 22 de setembro - principalmente uma sensação de incompletude e outra, um pouco menos preocupante, de incompetência. Eu tenho vinte anos e nunca andei a cavalo ou pulei de pára-quedas. Engraçado, apesar de ainda faltarem quase dois meses pro meu aniversário, eu peguei essa mania de falar como se já fosse "eu-tenho-vinte-anos".
-Você vai dirigindo sozinha? "Eu-tenho-vinte-anos-bla-bla-bla". -Vai mesmo tingir o cabelo? "Eu-tenho-vinte-anos-bla-bla-bla", assim por adiante. Será que assim vai ser menos chocante quando eu já tiver de verdade?

A única coisa que aplaca aquelas sensações é um orgulho imenso das pessoas que estão do meu lado. Como se fossem uma invenção minha. Uma obra, sabe. Que eu construi. É bonito ficar olhando. E quando eu fico, eu me sinto bem menos incompetente.




Na verdade, até que me sinto bem talentosa.


....

segunda-feira, 13 de julho de 2009

FÉRIAS!

É fériaaas, merecidas e demoradas! Acho que nunca estudei tanto na minha vida, nem no cursinho. Bati meu próprio recorde: passei cinco horas e meia estudando (com intervalos, lógico). Mas agora chega! Férias!

E pra essas férias fiz uma listinha de resoluções, qeu eu sei que não vou ter tempo de cumprir, mas não interessa. São elas:
1- Perder dois quilos
2- Tomar sol
3- adestrar minha cachorra sem-noção
4- Escrever mais, tanto aqui, como em folhinhas avulsas que eu vou perder na gaveta.
5- Assistir todos os episódios da melhor série de todos os tempos: Anos Incriveis (e fazer todos meus amigos assistirem também)

Já que eu estava no pique de fazer listinhas, também fiz uma listinha das coisas que ainda tenho que escrever aqui:
1- São Paulo
2- Nelson Rodrigues (sim, eu assisti uma peça dele. Menos uma coisa na lista das coisas que tenho que fazer antes de morrer)
3- minha teoria sobre um filme legalzinho (Banquete do Amor)
4- Michael Jackson e Twitter
5- Anos Incriveis

Reparem que as duas listas tem 5 itens.
E as duas acabam com os anos incriveis.




(não, eu não tenho TOC)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Intervalo para música





An Ocean Apart
Julie Delpy


Now we are together sitting outside in the sunshine
But soon we'll be apart and soon it'll be night at noon
Now things are fine the clouds are far away up in the sky
But soon I'll be on a plane and soon you'll feel the cold rain

You promised to stay in touch when we're apart
You promised before i left that you'll always love me.
Time goes by, and people cry and everything goes too fast.

Now we are each other enjoying each moment with one another
But soon I'll be miles away and soon the phone will be our only way
Now i'm in your arms feeling pearl love and warm
but soon, i'll be alone and soon your voice'll changes town

You promised we'll never break up over the telephone
You said our love was stronger than an ocean apart
Time goes by and people lie and everything goes too fast.

Let's not fool ourselves in vain this far away trip will give us pain
We'll have to be so strong to keep our love from going wrong
Distance will make us cold even put our love on hold
But soon we'll meet again and soon it'll be bright at noon again

You promised not to loose faith in our love when i'm away
You promised so much to me but now you've left me
We go by and then we lie and all these time we wasted
Time goes by, and people lie and everything goes too fast.

Time went by, and then we died, and everything went too fast.
everything went too fast
everything went too fast
everything went too fast


Fim do intervalo, de volta a "extinção das obrigações" e Direito Financeiro.
Fim de semana estudando é TUDO.

Créditos ao ALfredo( nos seguidores, aqui do lado) pela descoberta da música

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Leila Diniz



"Leila inmortalizou-se como a transgressora, representando no inconsciente nacional a alegria de viver pura e simplesmente".
Joaquim Ferreira dos Santos


Pois que todo mundo me pergunta quem é, ou porque eu gosto tanto dela tanto assim, e eu nunca acho que expliquei bem. Coitada, era brasileira. Porque se fosse americana, até européia, ninguém teria que me perguntar quem é. Vide Marlyn Monroe. Sabe, não é que eu não goste da Marlyn, o problema é que ninguém consegue enxergar a grande fraude em que transformaram ela. Bonita ela era. Mas Sophia Loren e Brigite Bardot também eram. E nenhuma dessas, na minha humilde opinião, chega nem perto da Leila.

Primeiro por causa da beleza. Acredito que nesse quesito, todas empatam, cada uma linda a sua maneira. A diferença da Leila é que ela não precisava provar que era bonita. Na verdade, as vezes parece que ela ou não fazia idéia de quão bonita era, ou isso simplesmente não fazia diferença. Olha, Monroe tirava fotos só de toalha, a Bardot levantava a saia, Sophia Loren fazia biquinho. Deem uma pesquisada nas imagens da Diniz. Tem foto com toalha no cabelo, tem foto bocejando, grávida, e na grande maioria, só um sorriso gigante já basta. A beleza da Leila não tinha efeitos nem afetações, era tão simples que chega a ser inacreditável. Pra quem leu Cem Anos de Solidão, é quase uma Remedios. Ponto pra ela.


"Meio inconsciente, me tornei mito e ídolo, ou mulher símbolo da liberdade, pregadora-mor do amor livre. Muita gente não entende o que é isso. Só quero que o amor seja simples, honesto, sem os tabus e fantasias que as pessoas lhe dão"

A moça viveu nos tranquilos anos da ditadura. Muito mais que uma ditadura na politica, existia ainda outras ditaduras. Leila desafiou todas, de um jeito único. Ao invés de ser uma esquerdista mala, ou uma feminista macho, ou qualquer ista que odeie o "sistema" e fique maquinando planos malignos para derrubar qualquer coisa, ela desafia tudo simplesmente por ser. Explico. Ela não atacava nada. Era simplesmente indiferente, alegre. A simples existência dela desafiava qualquer imnposição. Creio que nada é mais revolucionário que ser alegre e livre. Assim, divertida, moleca, festeira, ela seguia irritando toda espécie de poder, quebrando toda imposição, praticamente sem querer.

"Viver intensamente é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, amar, achar a verdade nas coisas que faz."


Os militares se arrepiaram quando ela deu uma entrevista no Pasquim, onde ela falava sobre amor livre, traição, separação, sexo, entre outras polêmicas com uma dose nem um pouco modesta de palavrões. Foi um escândalo. Algum tempo depois, por causa disso, a ditadura institui a censura prévia, que ficou conhecida como "decreto Leila Diniz". E pra ela, simplesmente não fez diferença. Ela continuaria falando tudo que lhe viesse a cabeça.


"Já amei gente, já corneei gente e eles
entenderam e não teve problema nenhum. Somos todos uma grande família."


Quanto a parte cultural, a Globo tinha praticamente um monopólio sobre as melhores produções. Como todo mundo sabe, a Globo tinha o rabo preso com a ditadura, que odiava Leila. Por isso, fez poucos papéis na TV, e também por causa dessa merda de monopólio, anda quase esquecida hoje.


" Para mim, tanto faz representar
Shakespeare ou Gloria Magadan, desde que eu me divirta e ganhe dinheiro"


E agora vem a melhor parte: a "moral da sociedade". Nunca houve mulher mais polêmica no Brasil (e se alguém pensar "Luana Piovani" eu nem sei o que eu faço). Pra começar pela entrevista citada. Desistam, é praticamente impossivel encontrar isso na íntegra na net. Não me lembro como achei alguns pedaços, se encontrar algum de novo coloco aqui. Me lembro dela falando entre vários ***, que transava de manhã, de tarde e de noite. Que já havia sido corneada, já tinha corneado, e que depois de conversar com os caras tinha ficado tudo bem. Que é possivel amar uma pessoa e ir pra cama com outra e que, inclusive, já tinha acontecido várias vezes com ela. Talvez nada disso seja chocante hoje, mas transportem-se aos anos 60. Outra coisa que hoje é absolutamente normal graças a ela é a gravidez. Mulher gravida tinha que ficar em casa, batinha, respeitável, mãe. Tinha que ter uma aura de seriedade, de divino. Leila colocou seu biquininho nada respeitável pra época e foi pra praia. E daí? Daí que foi capa de revistas, gerou polêmica, espanto, admiração, e sua foto mais famosa:




(peço de novo que se lembrem que não estamos no ano 2009. Era 1960 e tantos.)
Com tudo isso, é de se imaginar que ela tenha arranjado vários inimigos, e principalmente a aversão de várias mulheres. Pelo contrário. Era cobiçada por homens e admirada por mulheres. Com um comportamento que deveria desagradar a todo mundo, Leila foi uma das atrizes mais queridas do Brasil, sem ajuda de Globo, de governo, de qualquer coisa.



"Não morreria por nada deste mundo, porque eu gosto realmente é de viver. Nem de amores eu morreria, porque eu gosto mesmo é de viver de amores".

E só pra completar a polêmica, se casou aos desezete, separou-se, casou-se de novo, separou-se de novo. Diferente da maioria das moças da época, casar não era seu objetivo de vida. Diferente das moças até hoje, ter uma super carreira também não era. Eu tenho a impressão que a única coisa que ela queria era ser feliz. Amar de verdade, não de fachada, se divertir na profissão, e não morrer por ela. Olhando as fotos, lendo as enrevistas, dá pra apostar que ali estava alguém que sabia ser alegre, de verdade. Que deve ser uma das coisas mais importantes pra aprender na vida.


"...sei que me arrisco a solidão, se é isso que me perguntam.Mas, eu só sei viver assim!"

sábado, 28 de março de 2009

A 12ª mudança



Vida nova em Franca do Imperador. Segundo minhas contas, essa é a minha 12ª mudança em 19 anos de vida, e isso me deixa muito orgulhosa, porque nunca encontrei alguém que tivesse ganhado de mim nesse quesito. Deve ser uma espécie de recorde, sei lá. O fato é que eu estou acostumada a todos os problemas de uma mudança, e nessa 12ª eu descobri que isso não faz diferença nenhuma, já que eles continuam acontecendo. Outra coisa que sempre me surpreende é o surgimento constante de problemas novos, o que me faz pensar que quem quer que seja o encarregado de inventar problemas deve ser muito criativo.

Pra começar, estou o mais distante que já estive da civilização normal. E sem carro. Só pra ilustrar, a coisa mais perto de um mercado que eu encontrei nos arredores é o "Varejão Berdu", a dez quadras da minha casa. Lá eu não encontrei nem nuggets, nem hot pocket, as coisas que eu melhor aprendi a fazer nos meus anos longe dos pais (pelo menos tinha miojo). Outra coisa qeu eu achei esquisita: o apartamento cortou uma tradição que me acompanhou nas minhas últimas 5 mudanças - ele não está perto de igreja nenhuma. Deve ser um sinal - sou uma pessoa tão boa que não preciso mais de igrejas por perto.

Além disso, descobri um lado no meu companheiro de ape - no caso, meu irmão - que anda me assustando. O Victor se tornou um ditador sádico com TOC. A última regra que ele inventou é que se deve lavar a louça no exato momento que se acaba de comer. Sujou um copo pra beber suco já tem que lavar o copo. Considerando que eu como o tempo todo, eu devo estar passando metade do meu dia lavando louça. E esse sábado ele disse que essa semana vai me acordar todo dia as 6 da manhã pra caminhar. Medo.


Outra coisa assustadora nessa mudança é que eu não simpatizei com nenhum restaurante perto de casa. O que significa que eu estou cozinhando. Até me diverte bastante, mas algumas coisas não ficam exatamente gostosas (fora meu macarrão com salsicha, qeu deu certo de primeira!).

Finalizando, o prédio. Eu moro no terceiro andar de um prédio sem elevador. Já era bastante legal chegar no terreo, perceber que estava chovendo e ter que subir tudo de novo pra pegar um gurda-chuva. Ficou ainda melhor agora que o interfone não funciona. Se alguém chega pra me ver, eu tenho que descer, abrir o portão e subir de novo. Quando a pessoa vai embora, lá vai eu descer e subir mais uma vez. Três andares. Super.

O pior, o mais estranho de tudo, é que depois de três semanas e todas as alterações possíveis de humor que uma mulher é capaz de ter (não são poucas), eu percebi que tudo isso me diverte muito. Desde o meu surto de choro até o arroz que virou uma papa, essa têm sido a mudança mais agitada da minha vida. E simplesmente não reclamo mais disso. Não tenho motivo (sem ironia, é sério).

sábado, 21 de março de 2009

Número 5

Nascer com o destino 5 significa que terá muito o que aprender por tentativas e erros. Seu corpo, sua mente e suas emoções são capazes de se adaptar aos mais diferentes ambientes. O caminho do 5 é imprevisível, cheio de acontecimentos inesperados. Com medo dessa montanha russa, talvez se apegue ao que é seguro (se casando e tendo filhos muito cedo). Moral da história: acaba perdendo boas oportunidades por achar que está se descontrolando. Ao longo da vida, vai perceber que repete sempre os mesmos erros. Você precisa sair da zona de conforto e testar outras alternativas! Só então a falha se transformará em experiência. Gosta de viajar e procura o que diferente, exótico. Mas precisa abrir mão de preconceitos e julgamentos. Tem tendência abusar da liberdade física e material, inclusive em relação a comida, bebida, sexo, drogas, jogo. Você é criativa, curiosa, inquieta e impaciente, com talento para analisar e pesquisar, necessitando apenas aprender a se concentrar para não desistir das coisas cedo demais. Sempre encontrará pessoas que a amem pelo que é bastando admitir que a liberdade é essencial para você.


Numerologia, porque astrologia já está fora do hype


ps. De volta a isso aqui. De novo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bonequinha de Luxo e o Novo CD do Beirut



Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?


Hoje I get the mean reds. E nada melhor pra fazer nesses dias do que se afogar em chocolate e refrigerante, pra depois get the blues, porque você está getting fat. E nada melhor pra escrever do que sobre frustações.

E então vem Beirut. Minha banda preferida, meu último xodó musical. Lançou outro CD, que é, na verdade, uma junção do que seriam dois EPs. Eu estou aguardando ansiosamente por isso desde o ano passado, quando eu li que a primeira parte ia ser baseada em músicas mexicanas de casamentos e funerais, e que ia ter direito a mexicanos tocando e gravações no México, e, caramba, eram músicas de CASAMENTOS e FUNERAIS! Só imagina o que é que podia sair disso!

Já a segunda parte seria de música eletrônica. Ele já tinha algumas músicas assim, que eram ótimas, nos cds anteriores. E depois eu pensava que a música eletrônica é o campo mais ilimitado da música. É o que te dá mais liberdade, acho, pra fazer o que quiser e reinventar qualquer coisa, e criar incoerências que funcionam. É o lugar mais proprício pro "novo". E eu pensava de novo: imagina todas essas possibilidades nas maõs de um gênio musical feito o Zach Condon? (Pode parecer exagero de fã, mas eu ainda acho ele, o Win Butler e o Jack White os caras mais promissores da nossa geração).

O CD vazou. Um mês antes do esperado. Minha primeira reação foi gostar com aquele fanatismo que só alguém que sabe que está errado tem. Eu pensava que era um CD pra ser digerido. Acontece que não é. Mas, vejam, também não é um CD ruim. Alguém na comunidade disse: "impecável nas duas propostas", e realmente é isso: impecável. Sem pecados. Mas sem ultrapassar ou reinventar essas propostas em nenhum momento. É um CD que não passa dos limites. Fosse qualquer outra banda, provavelmente eu gostaria dele. Mas é Beirut e foi uma decepção.

A primeira parte(com algumas exceções) é arrastada. As músicas não mudam muito de ritmo, ou demoram mais do que o necessário pra mudar, simplesmente não empolgam.
A segunda parte, eu achei melhor. Mas é música eletrônica. Ele não usou todas as possibilidades pra criar algo novo, não: fez só música eletrônica. Coisa que vários outros já fizeram, inclusive ele mesmo - e melhor. Tanto que a melhor música dessa parte foi composta antes mesmo do Flying Club Cup.

Só pra dizer mais uma vez: não é um CD ruim. Eu até o recomendaria. Mas falta alguma coisa que eu não sei o que é. Ouçam, e se alguém descobrir o que é, me digam!

E só pra ilustrar o post e vocês enxergarem o que eu estou falando, as duas músicas mais faladas do CD

Da primeira parte, La Llorona, já com clipe oficial:


A segunda, My Night With a Prostitute from Marseille, só a música e uma imagem:




Finalizando: Beirut ainda é minha banda preferida. Mesmo porque eu não gostar só de um CD de um total de 3, e mais 3 EPs, é uma média excelente. E como eu já disse, ainda acho que o cara vai fazer muita coisa fora do sério, porque talento ele tem.

E quer saber? Vou dar mais algumas chances pra esse CD. Talvez ele realmente tenha que ser digerido.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Próximo Post

Como prometido, com algumas cenas que eu citei:

Simone Spoladore dançando, em Lavoura Arcaica
(pra quem não assistiu o filme e tem interesse, é melhor ver só até os 2:00)



Maria (Letícia Sabatela) cantando com o Amado (Rodrigo Santoro)
(e paciência que o o dueto só começa 3:44)


Capitu (Letícia Persiles) traçando o caminho de Bentinho (Michel Melamed)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Luis Fernando Carvalho


Esse barbudo aí do lado. Luis Fernando Carvalho. Pela ordem que minha memória coloca: Rei do Gado, Lavoura ARcaica, Hoje é dia de Maria (os dois) e Capitu.

Rei do Gado, então. Eu não me lembro de quase nada, mas sabe quando sua cabeça guarda cenas que não faz sentido guardar? Você não sabe bem porque guarda. Pois bem, eu lembro da primeira vez que a Patricia Pillar apareceu na novela. Ela estava chegando na fazenda do Antônio Fagundes, e ficou olhando pra fazenda. Daí deu um close no rosto dela, não lembro se ficou tocando alguma coisa, lembro de alguém comentando que até-parece-uma-retirante-ser-bonita-assim, enfim!...Foi uma das poucas cenas que eu lembro da novela, e mais pra frente vai dar pra entender porque eu citei. Outra coisa que eu lembro é que todo mundo gostava muito dessa novela. Mas era só uma novela, não dá pra pedir uma obra de arte, além disso, o cara era só o diretor, e todo mundo sabe que em novela quem manda mesmo é roteirista.

Então veio Lavoura Arcaica, que eu falei ali embaixo. E, fora a cena do diálogo do pai e do filho, as duas cenas mais simbólicas e bonitas do filme são da Simone Spoladore, o que é esquisito, já que ela não fala uma palvra o filme inteiro. Pois é, são cenas de dança. E a Simone Spoladore, que apesar de ter um charme único, não é exatamente linda, enche a tela toda, o lugar todo, hipnotiza. Ela fica mais que linda, ela fica deslumbrante. O cara ainda é só o diretor, mas no cinema a coisa é bem diferente - o diretor é quase um deus, o roteiro é só um apetrecho, um detalhe (só pra citar um exemplo, o Hitchcock só escolhia livros medíocres pra adaptar). Então o filme todo, apesar de respirar Raduan Nassar, tem toda a cara do Luis Fernando Carvalho. Como qualquer filme do Tarantino você quase pode ver o Tarantino através da cena, ou o mesmo em um Tim Burton, ou um Miyazaki - o Luis Fernando Carvalho também criou uma marca d'agua nesse filme, que repetiu em todos os trabalhos seguintes.

Como Em Hoje é dia de Maria. É teatral, barroco, over até. Talvez por isso a realidade nunca é clara, tanto no Lavoura, quanto aqui, tudo é meio absurdo, no primeiro porque são relatos de um pertubado, e nesse, porque é a visão de uma menina, e também porque é um conto de fadas. As cenas mais bonitas? Escolho duas do primeiro: Maria virando adulta é uma, e ela cantando com o Passaro, outra. E a atriz da vez é Leticia Sabatela. Mais uma coisa: dessa vez, ele fez tudo: o roteiro, a direção, e até compôs (ainda tem acento?) as músicas. Talvez não seja à toa que eu acho esse o maior trabalho dele.


E enfin! Capitu, que eu tenho enrolado tanto pra falar. Não é melhor que Hoje é dia de Maria, mas é divino também. As mesmas marcas que eu citei acima foram exploradas até o limite, passando dele várias vezes, o que não diminui de jeito nenhum a qualidade da obra. É muito teatral, os atores realmente interpretavam como em um palco, exagerando os trejeitos, os gestos. É muito barroco, os cenários, os figurinos, a maquiagem, até a trilha sonora. Some-se os dois e tenha o projeto mais over da televisão brasileira - e um dos mais geniais. A Capitu garota, Leticia Persilles foi a musa da vez e conseguiu o inimaginável - brilhar tanto quanto, ou até mais, que a Maria Fernanda Cândido (embora seja até injusto, porque a Capitu só ficou adulta nos dois últimos episódios, quando o foco do Bentinho era o Escobar). A cena é a Capitu menina riscando com giz no chão um traçado que o Bentinho velho segue rindo, mas com dificuldade (toca Beirut, é claro). O roteiro é do Machadão.

Pelo que li, infelizmente não agradou. Como a Pedra do Reino (não assisti, então não falei) também não tinha agradado. Parece que a situação do cara na Globo já não era das melhores, e depois de Capitu ficou pior. Mesmo assim o cara continuou fazendo do jeito dele, sem tentar tornar nada mais "digerível", pelo contrário, cada trabalho mais difícil que o anterior. E é exatamente por isso que eu acho o cara um gênio - porque ele está ficando louco. Ele tá mandando pra Globo, pro ibope, pra fama, pra grana um belo de um sifudê, e fazendo as coisas como ele quer, quer gostem quer não. E as coisas na cabeça dele tão crescendo tanto, que ele nem pensa mais em público - que é o fim de toda a arte - ele só se concentra nesse mundo dele. Provavelmente vai terminar miserável. Mas pode ser eterno.

Por fim, só pra explicar o motivo porque eu citei todas aquelas cenas. Primeiro, claro, pra demonstrar o talento dele. Depois, porque, não sei se vocês repararam, a maioria tem como centro mulheres (ou meninas, tanto faz). Em tudo que eu assisti dele, sempre as mulheres eram as responsáveis por desencadear toda a história. São sempre o centro do mundo, que fazem todas as outras pessoas girarem - e tem um poder de construir tão forte quanto o de destruir. Por mais esse motivo eu ainda aposto alto nele, porque sempre achei que a paixão (não a dor, nem o amor) é o melhor combustivel pra arte. E esse é o diretor mais apaixonado que eu já vi.





Bom, de nada adiantou dividir os posts - esse também ficou gigante. Ninguém vai ler, quer apostar? Prometo que nos próximos quatro ou cinco eu me seguro mais.
E só pra provar que dá pra confiar em mim, que venha o próximo post, só com algumas das cenas maravilhosas que eu citei nesse.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Lavoura Arcaica


Acabei de ler "Lavoura Arcaica" do Raduan Nassar. E sinto que esse post vai ser longo, muito longo. Como ninguém lê posts longos, acho que vou acabar dividindo ele em dois ou três. É muita coisa pra falar.

Todo mundo acha óbvio dizer "começar pelo começo", mas eu vejo tantos começos nas coisas, que começar pelo começo acaba se tornando muito confuso pra mim. Se fosse pra eu começar pelo começo mesmo, eu iria falar do livro, depois do autor, depois do filme e do diretor, e já que eu sou apaixonada por ele, provavelmente eu ia começar a falar de todos os outros trabalhos dele.

Mas vou começar pelo MEU começo. E meu começo foi o filme, e eu não conhecia diretor, livro, ou autor. Lavoura Arcaica. Não conhecia nem criticas, só os atores mesmo. E sempre gostei do titulo. Da sonoridade, Lavoura ARcaica. Tinha vontade de assistir só por causa disso, do mesmo jeito que sempre quis ler " a insustentavel leveza do ser" pelo mesmo motivo. Quem consegue colocar titulos assim, no minimo bom gosto tem que ter. E noção de som.

Enfim, peguei o filme por causa do titulo mesmo. Na época, lembro de ter gostado, mas nada mais que isso. O que ficou mesmo foi uma sensação de estranhamento, que eu nem dei bola. Eu me lembro de ter pensado comigo, quando eu descobri que era uma adaptação, que deveria funcionar bem mais em livro do que em filme (foi daí que me veio a vontade de ler o livro). Hoje eu vejo que provavelmente foi o melhor da época.
Antes da sinopse, os atores: Selton Melo (que pelo que eu me lembre nunca errou feio), Raul Cortez (assistam, o cara é foda), Caio Blat (que é metido a intelectual, mas também não é de errar muito), Simone Spoladore (ela não fala UMA palavra o filme inteiro, e arrasa! Isso que é ter presença), e outros desconhecidos, tão bons quanto esses.

O Selton Melo é o dono do filme. Bem mais da metade desse filme é feito só dos seus monologos pertubados. O cara destrói. Depois desse filme, eu passei a respeitar ele pra caramba. Uma das melhores cenas do filme - que, sem exagero, acho uma das melhores cenas do cinema nacional - é um dialogo entre ele e o pai, Raul Cortez. Raul Cortez é o pai, simbolo de sabedoria e paciência da familia, o tronco que segura tudo. Selton Melo é André, o filho desragado, segundo ele mesmo, epilético e possuído. Só imaginem como é esse dialogo.

Daqui, eu descobri o livro, o autor... mas eu vou deixar esse meu meio pro final, e continuar falando do filme, especificamente do diretor, que eu só descobri agora - Luis Fernando Carvalho. E aqui termina o post sobre o filme, porque esse cara merece um só pra ele - só que depois.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Top 5 2008

Reveillon é minha data preferida do ano. Empata com meu aniversário. Mas não há nada que eu possa dizer sobre ele que já não tenha sido dito, então eu vou pular direto pro clichê dos clichês de fim de ano e fazer minha listinha dos melhores.

Top 5 CDS que eu ouvi

1. Beirut - The Flying Club Cup (mais o EP Long Island) - Sem mais comentários, certo?
2. Mika - Life in the Cartoon Motion - O melhor cantor gay desde Fred Mercury
3. The Killers - Day and Age - Não enjoo deles, e ainda acho que vai ser uma das maiores bandas da nossa época
4. The Shins - qualquer um deles - mais uma descoberta que amei
5. MGMT - Oracular Espetacular - Acho que foi umas das bandas mais ousadas que eu escutei esse ano

Nada de brasileiro pra variar, sou uma vendida mesmo. Bom, mas o que dizer de um ano em que o hype da vez é a Malu Magalhães?




Top 5 filmes que eu assisti


1. Café da Manhã em Plutão - que pra minha surpresa, quase ninguém para quem eu mostrei gostou
2. Ligações Perigosas - porque eu adoro filmes sobre manipuladores
3. Juno - Uma das melhores personagens femininas de todos os tempos
4. Queime Depois de Ler (fazer um tópico pra ele)
5. A última Noite de Boris alguma-coisa, do Woody Allen - pra mim, o Allen só errou uma vez na vida, com Melinda e Melinda, e mesmo assim, se salva só pela boa idéia

E só agora reparei que Ligações Perigosas é o único que não tem nada de comédia.



Top 3 livros que eu li

1. Arnaldo Jabor - Eu sei que vou te amar
2. Rubem Braga - Lucia McCartney
3. John Steinbeck - A Leste do Eden

Pois é, vergonhosamente, só li três livros esse ano. Mas descobri Caio Fernando Abreu!