sábado, 28 de março de 2009

A 12ª mudança



Vida nova em Franca do Imperador. Segundo minhas contas, essa é a minha 12ª mudança em 19 anos de vida, e isso me deixa muito orgulhosa, porque nunca encontrei alguém que tivesse ganhado de mim nesse quesito. Deve ser uma espécie de recorde, sei lá. O fato é que eu estou acostumada a todos os problemas de uma mudança, e nessa 12ª eu descobri que isso não faz diferença nenhuma, já que eles continuam acontecendo. Outra coisa que sempre me surpreende é o surgimento constante de problemas novos, o que me faz pensar que quem quer que seja o encarregado de inventar problemas deve ser muito criativo.

Pra começar, estou o mais distante que já estive da civilização normal. E sem carro. Só pra ilustrar, a coisa mais perto de um mercado que eu encontrei nos arredores é o "Varejão Berdu", a dez quadras da minha casa. Lá eu não encontrei nem nuggets, nem hot pocket, as coisas que eu melhor aprendi a fazer nos meus anos longe dos pais (pelo menos tinha miojo). Outra coisa qeu eu achei esquisita: o apartamento cortou uma tradição que me acompanhou nas minhas últimas 5 mudanças - ele não está perto de igreja nenhuma. Deve ser um sinal - sou uma pessoa tão boa que não preciso mais de igrejas por perto.

Além disso, descobri um lado no meu companheiro de ape - no caso, meu irmão - que anda me assustando. O Victor se tornou um ditador sádico com TOC. A última regra que ele inventou é que se deve lavar a louça no exato momento que se acaba de comer. Sujou um copo pra beber suco já tem que lavar o copo. Considerando que eu como o tempo todo, eu devo estar passando metade do meu dia lavando louça. E esse sábado ele disse que essa semana vai me acordar todo dia as 6 da manhã pra caminhar. Medo.


Outra coisa assustadora nessa mudança é que eu não simpatizei com nenhum restaurante perto de casa. O que significa que eu estou cozinhando. Até me diverte bastante, mas algumas coisas não ficam exatamente gostosas (fora meu macarrão com salsicha, qeu deu certo de primeira!).

Finalizando, o prédio. Eu moro no terceiro andar de um prédio sem elevador. Já era bastante legal chegar no terreo, perceber que estava chovendo e ter que subir tudo de novo pra pegar um gurda-chuva. Ficou ainda melhor agora que o interfone não funciona. Se alguém chega pra me ver, eu tenho que descer, abrir o portão e subir de novo. Quando a pessoa vai embora, lá vai eu descer e subir mais uma vez. Três andares. Super.

O pior, o mais estranho de tudo, é que depois de três semanas e todas as alterações possíveis de humor que uma mulher é capaz de ter (não são poucas), eu percebi que tudo isso me diverte muito. Desde o meu surto de choro até o arroz que virou uma papa, essa têm sido a mudança mais agitada da minha vida. E simplesmente não reclamo mais disso. Não tenho motivo (sem ironia, é sério).

4 comentários:

Anônimo disse...

Morar comigo é uma escola de civilismo.
É tipo o tiro de Guerra, só que muito mais legal!..AHUAHUA

Anônimo disse...

alias quias foram as outras 11 mudanças, imagino que meu numero sea um pouco maior entao certo?

Alfredo disse...

Adorei seu post. Afinal de contas, você sabe que eu AMO um drama. hahaha

Anônimo disse...

E eu achando que era o cara que mais tinha mudado, pelo menos, de São Joaquim da Barra. =/ Pelo jeito, estou longe de conseguir tal feito (acho que parei na 7a).

Mas não foi isso que me trouxe a comentar, foi outra coisa: a coincidência de morar em um prédio de 3 andares sem elevador.

Será que todo universitário já passou por isso? No começo achava a pior idéia do mundo, mas depois acabei me acostumando com a via sacra e passei a gostar do exercício compulsório a qual era submetido. Mesmo porque, morando em São Carlos, eu não tinha outra opção.

Para você ter uma idéia, tem lugar na cidade que é subida na ida e na volta! hehe

Bom, acontece é que esse costume meio que perdurou e hoje tento convencer parte dos meus amigos a subir de escada comigo os 3 andares até chegarmos na empresa em que trabalhamos para economizar energia. Alguns toparam, outros não e outros, como era de se esperar, me zuaram.

Acontece que há estudos que provam que há evidências da redução de incidência de doenças do coração em pessoas que sobem alguns lances de escada por dia.

Ou seja, eu saio ganhando duas vezes: na saúde e por ajudar nosso planetinha Terra.

=)